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  • Gislene Ramos

SANGUE NEGRO... ainda escorre!

OLHA O NAVIO!

escorre sangue...

OLHA A MATA!

escorre sangue...

OLHA O PRESÍDIO!

escorre sangue...

OLHA A CALÇADA!

escorre sangue...

Favela Bandeira 2 - Rio de Janeiro_Foto_Carlos Cout, Coletivo Papo Reto do Complexo do Alemão -  RJ

Olha, madame!

Seus sapatos altos! Olha bem a sola deles...

Olha, patrão!

Suas mãos e seu terno! Olha seu dinheiro avermelhado...

Você que grita que "nossa bandeira jamais será vermelha"

Mal enxerga que todo o país é vermelho. DE SANGUE.

Um sangue denso e negro sangue

Negro dos navios, das matas, dos presídios, das favelas!

INTERVENÇÃO MILITAR, grita alguém do alto do prédio!

PELO FIM DA VIOLÊNCIA, esbraveja outrem.

Quem são vocês e em que país vivem?

O que querem? Olhem à sua volta.

Olhem seus pés e mãos sujos de sangue.

Querem continuar no alto da torre do privilégio?

Saibam que a fundação de vosso edifício é embebido no sangue.

E sangue escorre... Inunda... Afunda!

Pode demorar o tempo que for

Mas eis que chegará o dia que

Esse sangue a crescer

Se unirá à TERRA

Se unirá à MATA

Se unirá às GRADES DE FERRO

Se unirá ao CONCRETO DOS PRÉDIOS

Se tornará FORTE.

Mais forte do que tudo já visto do alto da sua torre

E vai seguir em frente. Resistir. Infiltrar. Resistir. E Renascer!

PORQUE SANGUE É VIDA.

Ainda que persistam em nos matar!

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